Hoje o post é sério e quero contar sobre algo bem desagradável que aconteceu aqui no atelier: um caso de cópia / plágio. Mas antes, gostaria de compartilhar uma frase inspiradora da Cris Cartacho, fotógrafa à frente da Chez Cris:

“Eu estou por trás daquela cena que ninguém está vendo, que ninguém está enxergando. E isso acontece porque eu não me canso de olhar. Eu olho, olho e olho. E as pessoas precisam saber disso para entender o meu diferencial. Eu não quero ter um estúdio enorme, com um monte de fotógrafos. Não, esse não é o meu objetivo. Meu objetivo é ser feliz, ganhar meu dinheiro honestamente, não explorar ninguém e continuar podendo fazer o que mais amo: fotografar”

Eu e a Cris estávamos conversando no Whats sobre um evento que fizemos juntas (o Petit Comité Noivas, que aliás, foi lindo, clica aqui para ver fotos e vídeo ♥) e ela falou isso em um áudio … me marcou tanto, que transcrevi e guardei: sabia que isso vinha para o blog em algum momento!

Fornecedores que enganam noivas: existem muitos por aí. Como se proteger?

Recentemente, passei por uma situação péssima: a proprietária de um “atelier” em Campinas entrou em contato comigo se passando por noiva, comprou uma peça e passou a relocá-la indiscriminadamente e o pior, sem autorização. Mudaram o nome original da peça e fizeram até um editorial, como se fosse uma criação delas, dá para acreditar? A peça foi alugada muitas e muitas vezes (o que não é uma prática do meu atelier) e muita gente foi enganada.

Sei que algumas pessoas podem pensar “Ah, que se dane, tô nem aí se a peça é criação da Maria Rossetti ou da fulaninha de tal … gostei e vou alugar/comprar!” Mas se você foi enganada nesse quesito, pode ser enganada em outros também, concorda?

Muito mais do que uma peça, é a energia com que ela foi feita que conta: se é boa, é boa! E a lei da causa e efeito é exatamente isso: uma lei. Algo que vai acontecer, acreditando-se ou não em sua existência. 

Quando descobri o que estava acontecendo, senti como se alguém tivesse realmente entrado no atelier e roubado uma peça minha. Mas, como tudo, a gente sempre precisa enxergar um lado bom: pude refletir sobre minhas práticas, como protejo minhas criações e também sobre o rumo que minha vida tomou depois que eu modifiquei a rota do meu atelier e passei a atender noivas.
E principalmente: como deixar claro para vocês o meu esquema de trabalho. De onde vim, como crio as peças, o que levo em consideração e toda a minha bagagem.
Coroa-noiva-tiara-noivinha
coroa Artêmia III

A mudança de rota e como eu me achei profissionalmente

Meu atelier não está no mundo à toa. Eu não faço acessórios de noiva porquê eu “acho legal” ou porquê supostamente “trabalhar com casamento dá dinheiro”. Eu fui empurrada para o mundo das noivas (empurrada com muito amor e carinho, claro hehehe) e nele me encontrei. Parece piegas falar que eu faço o que amo e isso às vezes nem parece trabalho, mas é a pura verdade. 

As peças que levam minha assinatura são feitas à mão, por mim. Tudo sai da minha cabeça. É óbvio que estudo e pesquiso muito, quem trabalha com moda sempre está sintonizado no que rola no mundo … mas as peças que faço são criações minhas. Inclusive tem noivas que chegam aqui e não sabem desse dado importante! Esse foi um dos muitos motivos pelos quais resolvi escrever esse post.
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A construção de repertório: criações autorais não vem “do nada”

Durante toda a minha vida reuni referências, construí meu repertório e claro que isso vale muito: cada pedacinho da minha história contribuiu para a formação artística que tenho hoje. Não sei se todas vocês sabem: sou formada em Arquitetura e Urbanismo. Vivi intensamente os anos da faculdade em Bauru, estudei muito e participei de todas as atividades extracurriculares que apareciam no meu caminho. Terminei meu curso e fui morar na Alemanha, trabalhando como babá de uma família linda com 3 menininhas (Um “Hallo” especial para Malaika, Ronja e pra Emma!) Em seguida, me mudei para São Paulo e trabalhei durante alguns anos com projeto de interiores. Foi um período maravilhoso! Logo depois fui morar na Austrália, estudei inglês e trabalhei como garçonete em casamentos. Fiz muita coisa bacana nessa vida: viajei, vi exposições, fiz cursos, aprendi línguas, li tudo o que me caía nas mãos.

É por conta de cada uma dessas experiências que sou quem eu sou hoje e que crio minhas peças. Não é algo construído do dia para a noite, não é algo que vem fácil …. e aí voltamos ao início do post, onde a Cris fala: “Eu olho, olho e olho. E as pessoas precisam saber disso para entender o meu diferencial.” Eu tenho a plena certeza que a esmagadora maioria das minhas clientes valorizam muito isso. E é por conta dessa certeza que continuo trabalhando!

No próximo post sobre esse assunto, vou explicar a diferença entre usar referências, inspirações ou simplesmente copiar. Vou linkar aqui quando estiver pronto! (já está ♥ clica aqui para ler 😉 )
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Conto com vocês nessa caminhada construída dia-a-dia e cheeeeeia de amor! ♥♥♥

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